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Prefeitura de SP inicia processo pra romper contrato com concessionária do Vale do Anhangabaú

A reforma do Vale do Anhangabaú custou mais de R$ 105 milhões Rodrigo Rodrigues/G1 A Prefeitura de São Paulo iniciou um processo que pode encerrar antecipad...

Prefeitura de SP inicia processo pra romper contrato com concessionária do Vale do Anhangabaú
Prefeitura de SP inicia processo pra romper contrato com concessionária do Vale do Anhangabaú (Foto: Reprodução)

A reforma do Vale do Anhangabaú custou mais de R$ 105 milhões Rodrigo Rodrigues/G1 A Prefeitura de São Paulo iniciou um processo que pode encerrar antecipadamente o contrato de concessão do Vale do Anhangabaú, no Centro, devido a uma série de infrações contratuais cometidas pela gestora Viva o Vale. Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a concessionária já foi notificada. Desde que a área foi concedida à iniciativa privada, em 2021, a empresa foi multada 32 vezes, no valor de R$ 1,5 milhão. A reforma feita pela gestão Bruno Covas/Ricardo Nunes custou mais de R$ 105 milhões. Nunes já trata a rescisão como certa e disse que o município tem buscado novos parceiros para assumir a concessão, que tem prazo contratual de 10 anos. A reportagem entrou em contato com a concessionária Viva o Vale e aguarda retorno. O anuncio do prefeito aconteceu depois que a concessionária instalou ilegalmente um estacionamento no local e entregou um projeto para criar 333 vagas de estacionamento no local (veja mais aqui). "Eu já estive pessoalmente reunido com as pessoas que são responsáveis pela concessão, relatei que a gente não tá tendo uma relação que seja boa pra eles e pra Prefeitura de São Paulo. Eles já foram notificados sobre a caducidade, esse processo já está em andamento, e a gente tem conversado com vários outros players pra poder assumir aqui, ou a prefeitura [vai] fazer a manutenção e a gestão", disse Nunes depois de ser questionado em entrevista coletiva. Concessionária tem descumprido contrato de concessão do Vale do Anhangabaú desde o ano passado, dizem documentos Segundo a gestão Nunes, a Viva o Vale foi notificada no final de março sobre o processo de caducidade, termo jurídico para esse tipo de rescisão, e tem até 22 de abril para apresentação de defesa. Os argumentos serão analisados pela Secretaria Municipal de Subprefeituras (Smsub), que vai discutir com outros órgãos técnicos se a medida tem respaldo jurídico. A decisão final caberá ao Executivo, e a expectativa é que os envolvidos cheguem a um acordo. "Em qualquer tipo de contrato é muito importante você deixar que a outra parte tenha direito a ampla defesa e contraditório. Então, é um processo que já está caminhando e a gente vai ter a extinção certamente do contrato de concessão do Vale", disse Nunes. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em coletiva de imprensa ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), no Palácio dos Bandeirnates em 16/12/2025. Paulo Guereta/Gesp Nos últimos anos, o Vale do Anhangabaú se tornou alvo frequente de reclamações da vizinhança devido a festas e shows noturnos. Esse foi um dos motivos apontados pelo prefeito para decidir encerrar a concessão. "Eu chamei eles e conversei, falei que eu não queria mais que eles tivessem os eventos durante a madrugada inteira aqui, e era essa a forma que eles tinham pra poder arrecadar recursos e conseguir retorno pros investimentos que eles fazem", afirmou. Recentemente, a prefeitura passou a limitar até as 23h o horário máximo dos eventos no vale, medida que impactou diretamente a concessionária, que perdeu sua principal fonte de receita. Um levantamento do g1 no Diário Oficial do município identificou que 14 dos 20 eventos particulares realizados no Anhangabaú no ano passado invadiram a madrugada. Barulho, luzes e tapumes: as festas que viram a noite e tiram o sono de vizinhos do Vale do Anhangabaú Ricardo Nunes disse que o perfil de negócio da concessionária "não foi acertado" e que a prefeitura não concorda com os shows até de madrugada, ainda que a limitação de horário não existisse originalmente no contrato assinado durante sua gestão. "No inicio não estava previsto que seria proibido fazer essas atividades, mas eu entendo que isso não é bom pra cidade e em qualquer situação é fundamental que a gente possa readequar e realinhar aquilo que é de interesse público. Eu não vejo interesse público nessa forma de exploração do Vale que são os shows até de madrugada, e eles não têm outra forma de manter a manutenção sem o recurso dessa locação do espaço pros eventos", disse o prefeito.

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