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PM desaparecido em SP foi 'julgado' pelo crime por estar 'no lugar errado, na hora errada', diz delegado

Polícia investiga desaparecimento de PM após discussão com traficante em SP O policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desaparecido desde qua...

PM desaparecido em SP foi 'julgado' pelo crime por estar 'no lugar errado, na hora errada', diz delegado
PM desaparecido em SP foi 'julgado' pelo crime por estar 'no lugar errado, na hora errada', diz delegado (Foto: Reprodução)

Polícia investiga desaparecimento de PM após discussão com traficante em SP O policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desaparecido desde quarta-feira (7), teria sido morto após ter sido "julgado e condenado" pelo crime organizado, apontam as investigações da Polícia Civil. Durante coletiva de imprensa na tarde deste domingo (11), as autoridades relataram que o militar participava de uma confraternização com um amigo na Zona Sul da capital e acabou se desentendendo com um homem que, posteriormente, teria "delatado" sua presença no bairro. "Em determinado momento, ele [um dos suspeitos] se desentende com o policial porque ele foi usar um pino de cocaína. O policial se viu desrespeitado e o repreendeu. De início, o homem pediu desculpas, mas saiu e foi procurar o pessoal da criminalidade local. Ele teria delatado o amigo do PM por ter permitido que um policial militar frequentasse o local", contou o delegado Vitor Santos de Jesus. "Em razão disso, houve uma ligação feita para o amigo do PM, que foi convocado para comparecer num local para dar satisfações, mas ele convenceu o PM a ir junto. Chegando lá, o PM teria sido desarmado, arrebatado e levado para um lugar que ainda estamos investigando". "Nesse local, teria ocorrido um 'julgamento' sumário, e o policial teria sido condenado à morte pelo simples fato de ser policial e de estar 'no lugar errado, na hora errada'. 'Não poderia estar ali' naquela região, que seria um reduto do crime, vamos dizer assim. A partir daí demos sequência na investigação", disse o delegado. "Na sexta (9), conseguiram imagens de Embu-Guaçu e receberam denúncia de que um corpo teria sido 'desovado' no bairro do Cipó". Na manhã deste domingo (11), a polícia encontrou um corpo numa área de mata do município, e a suspeita é de que seja de Fabrício Santana. Fontes policiais disseram à TV Globo que o corpo achado tem as mesmas características de Santana. Uma aliança foi encontrada. A confirmação só será feita a partir de reconhecimento familiar ou exame de DNA. Os policiais e cães farejadores chegaram ao endereço a partir de uma denúncia anônima. O caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado foi preso temporariamente, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Buscas No sábado (10), mais de 80 agentes foram empenhados para as buscas com apoio de cães, equipes de inteligência e do Comando de Choque. Inicialmente concentrada em uma área de mata no entorno da Represa de Guarapiranga, na Zona Sul, a operação foi ampliada e passou a incluir buscas dentro da água. O PM foi visto pela última vez próximo à favela Horizonte Azul. A Justiça já havia decretado a prisão temporária de outros três suspeitos. Testemunhas relataram que o PM passou a madrugada em um bar dentro da comunidade e teria se desentendido com um deles. Durante a discussão, Fabrício teria anunciado que era policial. Segundo a investigação, o homem saiu do local e avisou líderes do tráfico de drogas de que havia um PM na favela. O policial deixou o bar logo em seguida. Ainda conforme os depoimentos, os criminosos abordaram um segundo suspeito, que estava com o policial no estabelecimento, e ordenaram que ele levasse o cabo de volta à favela. Ele afirmou na delegacia que cumpriu a ordem do crime organizado. Os suspeitos disseram ainda que o PM foi informado de que seria morto por ser policial e estar em uma área dominada pelo tráfico de drogas. Imagens obtidas pela TV Globo mostram o carro de Fabrício circulando pela região da comunidade na tarde do dia seguinte ao desaparecimento, seguido por um veículo preto. Segundo os investigadores, o carro pertence a Gleison Dias. Após a identificação, policiais foram até a casa dele e encontraram galões com cheiro de gasolina no porta-malas. Em depoimento, Gleison admitiu que acompanhou um homem chamado Fábio, que dirigia o carro do PM em direção a uma área de mata com o objetivo de incendiá-lo. O veículo do policial foi encontrado incendiado na quinta-feira, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. Um dos suspeitos afirmou ainda que o corpo de Fabrício Gomes de Santana teria sido jogado em uma área de difícil acesso. A polícia, no entanto, avalia que a informação pode ter sido fornecida para despistar as buscas.

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