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Operação Carbono Oculto cumpre dez mandados em Rio Preto contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC com fintechs e 'máfia do nafta'

Operação Fluxo Oculto mira endereços em Rio Preto suspeitos de lavagem e sonegação O Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministéri...

Operação Carbono Oculto cumpre dez mandados em Rio Preto contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC com fintechs e 'máfia do nafta'
Operação Carbono Oculto cumpre dez mandados em Rio Preto contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC com fintechs e 'máfia do nafta' (Foto: Reprodução)

Operação Fluxo Oculto mira endereços em Rio Preto suspeitos de lavagem e sonegação O Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal cumprem dez mandados em São José do Rio Preto (SP), na manhã desta quinta-feira (28) contra a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Em Rio Preto, são cumpridos seis mandados contra pessoas jurídicas e quatro contra pessoas físicas. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp No total, a operação desta quinta, batizada de Fluxo Oculto, extensão da Carbono Oculto, cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo; Paraná; Rio de Janeiro; Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Fiscais da Receita Federal, em conjunto com agentes do Gaeco, executaram mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais em São José do Rio Preto (SP), nesta quinta (28), dentro da Operação Fluxo Oculto Receita Federal/Divulgação Vídeos em alta no g1 Esta fase da operação tem como foco revelar que, mesmo após a deflagração da Carbono Oculto, em agosto de 2025, a organização criminosa continuou agindo para lavar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos. Os principais alvos são empresários, operadores logísticos e laranjas do esquema, que, segundo a investigação, continuaram atuando mesmo após operações policiais anteriores, como a Carbono Oculto, evidenciando alto grau de organização. O grupo passou, por exemplo, a concentrar movimentações de dezenas de postos para tentar despistar fiscalização e as investigações. Em um dos casos, as operações de 56 postos de combustíveis eram feitas em uma única conta. Além disso, os alvos migraram, nos últimos meses, recursos entre várias fintechs e usaram novas empresas para substituir antigas já expostas. Desenho da Operação Fluxo Oculto, realizada pelo Gaeco em quatro estados brasileiros Gaeco/Divulgação LEIA TAMBÉM Operação contra fraude em combustíveis cumpre mandados em Sorocaba e região Operação Carbono Oculto: segunda fase mira novo esquema de lavagem de dinheiro do PCC com fintechs e 'máfia do nafta' Polícia apreende reais, dólares, euros e até moeda da África do Sul em 2ª fase de operação contra lavagem ligada ao PCC Fiscais da Receita Federal, em conjunto com agentes do Gaeco, executaram mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais em São José do Rio Preto (SP), nesta quinta (28), dentro da Operação Fluxo Oculto Receita Federal/Divulgação Como o PCC aparece no esquema O PCC aparece na investigação como beneficiário indireto das movimentações fiinanceiras, integrante do mesmo ecossistema financeiro ilegal, usuário das mesmas fintechs para lavagem, ocultação de recursos e circulação de dinheiro ilegal. Isso é o que o MP chama de: “convergência criminal” (compartilhamento de estrutura entre grupos). Instituições usadas pelo grupo também atendem PCC: SISPAY / VPAY: têm histórico de fraudes e vínculos com PCC.pdf) Empresas do esquema movimentam dinheiro ligado ao PCC: fluxos financeiros identificados entre fintechs, empresas do grupo e estruturas associadas ao PCC Conexão direta por pessoas: Ricardo Romano, apontado como ligado ao PCC dentro da estrutura financeira. Initial plugin text Delação rejeitada Mohamad Hussein Mourad, conhecido como "Primo", e Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", eram responsáveis por comandar o esquema do PCC no setor de combustíveis. Montagem g1/Reprodução/Redes sociais/Polícia Civil A investigação mostrou que o esquema, liderado por Mohamad Hussein Mourad (o "Primo") e Roberto Augusto Leme da Silva (o "Beto Louco") manteve a lavagem de dinheiro por meio de fintechs, alterando empresas e quadros societários para continuar ocultando patrimônio da adulteração de combustíveis e sonegação de impostos, e mantendo conexões com o PCC. Os dois estão foragidos desde agosto do ano passado, mas em decorrência da Operação Tank, deflagrada pela Polícia Federal no mesmo dia da Carbono Oculto. Eles tentaram fechar um acordo de delação premiada com o MP de São Paulo, mas a proposta foi rejeitada pelos promotores. Para o MP, os empresários omitiram informações sobre lavagem de dinheiro, conexões do esquema com o PCC e corrupção policial. Os relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações atípicas e suspeitas de quase R$ 4 bilhões e que o uso de fintechs e plataformas de pagamento funcionaram como “dutos financeiros” do grupo. Sobre a operação desta quinta, a defesa dos empresários disse que não vai se manifestar porque ainda não tomou conhecimento da investigação. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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