Na posse da 1ª mulher no comando da PM, Tarcísio diz que corporação deve seguir normas para transmitir sensação de segurança
Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante a posse da coronel Glauce Anselmo Cavalli no Comando-Geral da PM. Pablo Jacob/GESP O governador de São Paulo, Tarc...
Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante a posse da coronel Glauce Anselmo Cavalli no Comando-Geral da PM. Pablo Jacob/GESP O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), empossou nesta quarta-feira (29) a 1ª mulher no comando da Polícia Militar e disse que ela terá a missão de combater a "chaga do feminicídio" e também ajudar para que a "sensação de segurança" chegue à população do estado. Em discurso na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, Tarcísio exaltou as qualidades da coronel Glauce Anselmo Cavalli e cobrou indiretamente que a PM enquadre os policiais violentos, que fogem das normas de abordagem e cometem crimes no exercício da profissão. Pesquisa Quaest desta quarta-feira (29) mostrou que a violência é a principal preocupação dos eleitores paulistas, com 36%, seguida por Saúde (19%), Economia e Educação (ambas com 6%). “Quase dois séculos depois, a PM tem uma mulher no comando, honrando a trajetória de treze mulheres que ingressaram na Força Pública em 1955. Naquela época elas não iam combater o crime e tinham uma função social. Mas esse tempo mudou. Hoje, a Polícia Militar conta com 11.700 mulheres oficiais e praças. E hoje a responsável pelo combate ao crime é uma mulher. E esse combate ao crime exige uma resposta firma do estado”, afirmou o governador. “E essa resposta sempre virá. Se houver mais ousadia do crime, haverá mais trabalho, mais investimentos em tecnologia e equipamentos pra que a gente não desampare a população. Pra que a gente possa transmitir ao cidadão a sensação de segurança sempre observando os nossos procedimentos e sempre observando a norma. É isso que garante a segurança”, declarou. A coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a tomar posso como Comandante-Geral da Polícia Militar em São Paulo. Pablo Jacob/GESP A fala do governador é um recado ao novo comando geral da corporação, que foi substituído após casos de violência policial dentro da PM nesse início de ano. Dois delas são a morte da PM Gisele Alves Santana supostamente pelo tenente-coronel Geraldo Neto e também o assassinato de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante abordagem no bairro Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, pela soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos. Apesar de episódios marcantes de violência policial, o governador destacou em seu discurso o trabalho do coronel José Augusto Coutinho, que estava no posto desde abril do ano passado e foi substituído. Coutinho é investigado pelo Ministério Público por suposta omissão envolvendo PMs ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Para Tarcísio, ele foi responsável pela queda dos índices de criminalidade atuais do estado. Tenente-coronel preso por suspeita de feminicídio se aposenta com salário proporcional “Ano passado a gente teve 163 cidades do estado sem um roubo sequer. E isso é extremamente significativo e faz parte de um trabalho profissional e de formação continuada”, disse. “Comandantes novos trazem ideias novas. Transmitem ideias, perpetuam tradições. E no dia de hoje é dia de agradecer o coronel Coutinho por todo trabalho profissional e árduo, que coroou uma trajetória de excelência na Polícia Militar do Estado de SP. O seu trabalho permitiu que tivéssemos os menores indicadores criminais da história do estado de São Paulo. E isso é extremamente significativo, porque não vai existir progresso sem ordem. Muito obrigado por tudo, coronel. Minha gratidão e continência”, destacou Tarcísio. Ex-chefe da PM-SP é citado em investigação envolvendo PCC