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MP quer que condenados por tráfico e lavagem de dinheiro em Ribeirão Preto paguem indenização de R$ 30 milhões

MP quer indenização de R$ 30 milhões após quadrilha ser condenada por tráfico O Ministério Público quer que os integrantes de uma quadrilha condenada por...

MP quer que condenados por tráfico e lavagem de dinheiro em Ribeirão Preto paguem indenização de R$ 30 milhões
MP quer que condenados por tráfico e lavagem de dinheiro em Ribeirão Preto paguem indenização de R$ 30 milhões (Foto: Reprodução)

MP quer indenização de R$ 30 milhões após quadrilha ser condenada por tráfico O Ministério Público quer que os integrantes de uma quadrilha condenada por um esquema de tráfico de drogas com cafeína e de lavagem de dinheiro com carros de luxo em Ribeirão Preto (SP) paguem uma indenização de R$ 30 milhões para ajudar a saúde pública no município. O pedido faz parte de um recurso apresentado pela Promotoria após uma decisão que condenou 20 investigados na Operação 'Car Wash' a penas que variam de um a 34 anos de prisão. Além de aumentar o tempo de detenção dos condenados, na apelação o MP considerou que o grupo teve lucros elevados com os crimes praticados e solicita que os envolvidos no esquema compensem a sociedade com a indenização por dano moral difuso a ser revetido em prol do Sistema Único de Saúde (SUS). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O recurso ainda deve ser analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Allan Tadashi, apontado como o chefe do esquema, e Nevanir de Souza Neto, um dos financiadores da quadrilha que atuava em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV O esquema O grupo envolvido em um dos maiores esquemas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região atuou de 2019 a 2023 e incluía, segundo a Polícia Federal, uma rede de integrantes que se dividiam entre as funções de fornecer a substância química usada para "batizar" a droga, financiar o tráfico e lavar o recursos financeiros por meio do comércio de carros de luxo. As investigações apontaram que o grupo utilizava cafeína para ampliar a produção de cocaína e chegou a movimentar R$ 60 milhões em cinco anos. O dinheiro obtido pela quadrilha era utilizado em um esquema de lavagem, envolvendo a compra e a venda de carros de luxo esportivos, avaliados de R$ 800 mil a R$ 1 milhão cada. Segundo o MP, essa venda de carros de luxo também envolvia a adulteração da quilometragem dos automóveis para atrair compradores. No processo, há conversas entre os investigadores que fazem menção a essa prática. "Faz milagre, faz o que ninguém faz", dizia um dos investigados, segundo as acusações. Com o dinheiro obtido com o esquema, os fornecedores e os financiadores também bancavam casas em condomínios fechados. Carro de luxo apreendido na Operação Car Wash em Ribeirão Preto, SP Valdinei Malaguti/EPTV As condenações Em 24 de março, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou 20 pessoas por envolvimento no esquema criminoso, entre eles Allan Tadashi, apontado como o chefe do esquema, condenado a 34 anos e quatro meses de prisão. Ele está preso desde o início da Operação Car Wash, que desmantelou a quadrilha, e morava em um condomínio na zona sul de Ribeirão Preto. LEIA TAMBÉM Justiça condena 20 pessoas por lavagem de dinheiro com carros de luxo e tráfico de drogas com uso de cafeína no interior de SP Condenados pela Justiça em Ribeirão Preto usavam carros de luxo para lavar dinheiro do tráfico Nevanir de Souza Neto, apontado como um dos financiadores da quadrilha, foi condenado a 21 anos, quatro meses e 20 dias. Roger Martins e Antão Viana Júnior, condenados a 22 e 18 anos, respectivamente, são apontados como os principais fornecedores de cafeína no esquema criminoso. A advogada Eloraine Luchesi, que defende Roger Kühl Martins, disse que a sentença de primeira instância é desproporcional e desconsiderou critérios legais essenciais na fixação da pena. Eloraine disse que Martins é primário, possui bons antecedentes e não tem histórico criminal. A defesa vai recorrer. Advogado de Nevanir de Souza Neto, Julio Mossin informou que vai recorrer da sentença. As defesas de Allan Tadashi e Antão Viana Júnior não comentaram sobre o assunto. MP quer que condenados por tráfico paguem R$ 30 milhões de indenização para a saúde pública em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

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