cover
Tocando Agora:

Mesmo com redução no volume de chuva, Campinas tem alta de 95% nas quedas de árvores em 2025

Mesmo com menos chuva, 2025 supera ano anterior com mais árvores caídas em Campinas O número de quedas de árvores em Campinas (SP) quase dobrou em 2025, mes...

Mesmo com redução no volume de chuva, Campinas tem alta de 95% nas quedas de árvores em 2025
Mesmo com redução no volume de chuva, Campinas tem alta de 95% nas quedas de árvores em 2025 (Foto: Reprodução)

Mesmo com menos chuva, 2025 supera ano anterior com mais árvores caídas em Campinas O número de quedas de árvores em Campinas (SP) quase dobrou em 2025, mesmo com um volume menor de chuva acumulada na comparação com o ano anterior. Dados da Secretaria Municipal de Serviços Públicos mostram que foram registradas 547 quedas em 2025, contra 280 em 2024 — um aumento de 95,35%. Já a precipitação em 2025 ficou em 1.094,8 milímetros, enquanto em 2024 o acumulado de chuva foi de 1.218,9 milímetros — uma redução de 10,18%, de acorco com as medições do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias da região de Campinas em tempo real e de graça Apesar da diferença, o secretário municipal de Serviços Públicicos, Ernesto Paulella, afirmou que o comportamento das tempestades é mais determinante do que o volume acumulado ao longo do ano. “Os fatores que determinam queda de árvores são muito variáveis. Depende muito da distribuição da chuva, ou se choveu muito em muito menos tempo, e também associado à questão de correntes de ar, ventos”, disse. Moradores relatam transtornos e medo após queda Queda de árvore deixou moradores mais de oito horas sem energia na Rua Lúcio Pereira Peixoto, no Jardim Chapadão, em Campinas (SP). Reprodução/EPTV Moradores da Rua Lúcio Pereira Peixoto, no Jardim Chapadão, ainda lidam com as consequências da queda de uma árvore ocorrida em 17 de dezembro de 2025. A árvore caiu por causa do vento e interditou toda a rua, deixando os moradores mais de oito horas sem energia. Além dos transtornos no dia em que houve a queda, a aposentada Maria Antonieta de Albuquerque afirmou que a Defesa Civil disse que retornaria para concluir os reparos na via, mas o conserto não foi concluído. “A Defesa Civil falou que viria logo e esse buraco… no dia, o dono da casa da esquina caiu no buraco. Um colega pôs madeira para proteger. Mas está aberto, e é um trabalho que eles têm que fazer na calçada. E os fios estão enrolados na árvore”, reclamou. Segundo moradores, Defesa Civil não retornou para concluir reparos após queda de árvore no Jardim Chapadão, em Campinas (SP). Reprodução/EPTV O medo agora é que outras árvores da rua também ofereçam riscos. “Eu fico preocupada porque, quando balança, balança muito para o lado da minha casa. Meu medo é que vá para cima da casa. Quando chove, eu fico muito nervosa”, relatou. A diarista Isaura de Oliveira afirmou que as reclamações se repetem, mas não há retorno da prefeitura. “Já fizemos várias reclamações no 156, mas ninguém vem ver a árvore que está caindo galhos com cupim. Tem uns galhos lá em cima que estão soltos, mas ninguém toma providência”, disse. Qual o prazo para atendimento? De acordo com Paulella, moradores de Campinas devem acionar a prefeitura quando perceberem qualquer movimentação da árvores, como a queda de um galho. Porém, o chamado não implica necessariamente remoção da árvore. “Não quer dizer que a prefeitura vai sacrificar essa árvore, e muitas vezes nem que precise de poda. Tudo isso é verificado pelo técnico no momento da vistoria”, explicou. Segundo Paulella, o tempo de atendimento varia conforme o tipo de solicitação. A poda de uma árvore pode levar até 90 dias para ser realizada. Para a vistoria o prazo é menor, mas o secretário não detalhou o período. O secretário destacou que tempestades concentradas e ventos intensos costumam aumentar a demanda e provocar cenários mais críticos de quedas, mesmo em anos menos chuvosos de forma geral. “A demanda depende muito das condições climáticas. Em períodos menos tempestivos, nós temos menos demandas. As demandas aumentam em períodos muito chuvosos, com muitas tempestades”, afirmou. Paulella informou que, desde 2023, a pasta ampliou a estrutura dedicada ao manejo da arborização urbana. "De 2023 para cá, nós basicamente dobramos o número de equipes. Nós tínhamos sete, hoje tem 15 equipes trabalhando na manutenção, no manejo, e mais as equipes técnicas. Nós tínhamos quatro técnicos, hoje nós temos dez", disse. VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

Fale Conosco