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Escolas rurais usam abelhas, tintas naturais e aves ameaçadas para ensinar conservação

Escolas rurais usam tintas naturais para ensinar conservação Tintas feitas de plantas do cerrado, colmeias instaladas dentro da escola e aulas sobre uma das a...

Escolas rurais usam abelhas, tintas naturais e aves ameaçadas para ensinar conservação
Escolas rurais usam abelhas, tintas naturais e aves ameaçadas para ensinar conservação (Foto: Reprodução)

Escolas rurais usam tintas naturais para ensinar conservação Tintas feitas de plantas do cerrado, colmeias instaladas dentro da escola e aulas sobre uma das aves mais ameaçadas do Brasil. Em escolas rurais da Serra da Canastra, projetos de educação ambiental estão aproximando crianças da natureza por meio de experiências práticas e do contato direto com a biodiversidade local. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp As atividades fazem parte de iniciativas desenvolvidas em comunidades rurais da região. A proposta é transformar os alunos em multiplicadores de conhecimento ambiental dentro das próprias famílias e incentivar a preservação dos ecossistemas locais. Veja mais reportagens do Terra da Gente, no g1: Dos sons da mata para o bastidor: pesquisadora transforma aves brasileiras em bordados científicos Maior área protegida de Caatinga do RN é criada para salvar aves ameaçadas de extinção Terra da Gente percorre antigas formações geológicas em busca de espécie rara Tintas naturais Escola usa tintas naturais para ensinar conservação Reprodução / Terra da Gente Em uma das oficinas acompanhadas pelo Terra da Gente, estudantes aprenderam a produzir tintas naturais usando plantas típicas do cerrado. O biólogo Kemy Lourenço apresentou espécies encontradas no entorno da escola e mostrou como folhas, frutos e minerais podem produzir diferentes cores. Depois da preparação das tintas, os próprios alunos fizeram pinturas inspiradas nos elementos da natureza da Serra da Canastra. Entre os desenhos apareceu até o pato-mergulhão, ave ameaçada de extinção e considerada símbolo dos projetos de conservação desenvolvidos na região. A atividade chamou a atenção dos estudantes justamente por aproximar o aprendizado da realidade deles. Muitas das plantas usadas na oficina estavam no entorno da própria escola. Segundo os organizadores, um dos principais objetivos das ações é despertar nas crianças o sentimento de pertencimento em relação ao território onde vivem. A ideia é mostrar que rios, plantas, animais e paisagens fazem parte da identidade das comunidades locais. Colmeias da abelhas nas escolas Escola usa abelhas para ensinar conservação Reprodução / Terra da Gente Em outra atividade, alunos acompanharam a instalação de uma colmeia de abelhas sem ferrão dentro da escola. A experiência começou com uma garrafa PET usada como isca para atrair os insetos. Depois, a colmeia foi transferida para uma caixa de madeira, onde as crianças puderam observar a produção de mel. O contato direto com as abelhas despertou curiosidade e entusiasmo nos estudantes. Alguns acompanharam de perto a abertura da colmeia e experimentaram o mel produzido pelos insetos. Abelhas são usadas para ensinar conservação aos alunos Para os educadores envolvidos, experiências práticas ajudam a fortalecer a relação das crianças com a conservação ambiental. A avaliação é que o aprendizado fora do modelo tradicional de sala de aula tende a gerar impactos duradouros. Pato-mergulhão Parte das ações desenvolvidas nas escolas também busca proteger o pato-mergulhão Reprodução / Terra da Gente Parte das ações desenvolvidas nas escolas também busca proteger o pato-mergulhão, espécie considerada uma das aves aquáticas mais ameaçadas do Brasil. O animal depende de rios limpos e ambientes preservados para sobreviver. Além do monitoramento da espécie, os projetos trabalham a educação ambiental nas comunidades rurais próximas às áreas onde o pato-mergulhão ainda é encontrado. A estratégia é envolver moradores e estudantes na preservação dos rios e nascentes da Serra da Canastra. Parte das ações desenvolvidas nas escolas também busca proteger o pato-mergulhão Os organizadores afirmam que a conservação da biodiversidade depende também da formação de uma nova geração mais conectada com a natureza. Por isso, as atividades tentam unir ciência, vivência prática e participação das comunidades locais. Mais do que ensinar sobre espécies ameaçadas ou preservação ambiental, os projetos apostam na criação de vínculos entre as crianças e o ambiente onde vivem. A ideia é que a conservação comece justamente ali: no conhecimento, na experiência e no sentimento de pertencimento. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

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