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Conselho cassa registro de médico condenado pela 'farra dos atestados' em Sorocaba

Conselho cassa registro de médico condenado pela 'farra dos atestados' em Sorocaba O Conselho Federal de Medicina (CFM) cassou o registro de Sérgio Fernando d...

Conselho cassa registro de médico condenado pela 'farra dos atestados' em Sorocaba
Conselho cassa registro de médico condenado pela 'farra dos atestados' em Sorocaba (Foto: Reprodução)

Conselho cassa registro de médico condenado pela 'farra dos atestados' em Sorocaba O Conselho Federal de Medicina (CFM) cassou o registro de Sérgio Fernando da Cunha Cordeiro, médico condenado por emitir atestados falsos para pacientes de uma clínica particular em Sorocaba (SP). A decisão é de maio de 2026 e foi publicada no Diário Oficial da União. O caso ganhou repercussão nacional depois que uma equipe da TV TEM flagrou uma clínica particular entregando atestados fraudados para os pacientes com a assinatura de Sérgio. A denúncia ficou conhecida como "farra dos atestados" e foi noticiada pelo Fantástico em junho de 2019. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Sérgio entrou com recurso, mas o conselho manteve a decisão de cassar o registro profissional dele, o CRM. Esta é a pena mais grave que um médico pode receber no Brasil. Com isso, ele perdeu o direito de exercer a medicina no país, o que inclui atender pacientes, realizar procedimentos, emitir receitas e assinar atestados. Sérgio Fernando da Cunha Cordeiro teve o CRM cassado em Sorocaba (SP) Fantástico/Reprodução Conforme o conselho, Sérgio cometeu infrações gravíssimas e simultâneas ao Código de Ética Médica, entre elas: Art. 114: o anúncio de títulos científicos, especialidade ou área de atuação para a qual o médico não esteja qualificado e registrado; Art. 80: expedição de documento médico sem ato profissional que o justifique, tendencioso ou que não corresponda à verdade; Art. 81: atestar como forma de obter vantagem; Art. 30: uso da profissão para corromper costumes, cometer ou favorecer crime. Em nota, a defesa do médico, representada pelo advogado Paulo Sérgio Vilaruel, afirma que a decisão administrativa do CFM está sendo questionada perante a Justiça Federal, por meio de mandado de segurança com pedido liminar. "A ação judicial aponta vícios relevantes no processo ético profissional, especialmente quanto à regularidade da instrução, ao contraditório, à ampla defesa, ao dever de motivação e à proporcionalidade da sanção aplicada. O Dr. Sérgio exerceu a medicina por cerca de quatro décadas e confia que os pontos jurídicos submetidos ao Poder Judiciário serão apreciados pelas vias institucionais próprias", também diz a nota. Relembre o caso Clínica particular de Sorocaba (SP) foi flagrada emitindo falsos atestados em 2019 Fantástico/Reprodução Em junho de 2019, o Fantástico mostrou que pacientes iam até a clínica de Sérgio e pagavam por uma sessão de acupuntura, mas saíam com atestado do médico ginecologista. Na época, a prefeitura também abriu uma investigação para apurar a conduta de servidores que apresentaram esses atestados. Sérgio foi demitido pela Prefeitura de Sorocaba em maio de 2022. O médico foi servidor da prefeitura por 31 anos e, de acordo com o Portal da Transparência, trabalhava na UBS Sorocaba e também fazia plantões na UBS Carandá. Sérgio, a esposa, Shirley Oliveira Cordeiro, e a filha, Fernanda Cristina Oliveira Cordeiro, foram condenados a um ano e nove meses de prisão em regime aberto em 2023. No entanto, a pena dos três foi substituída por uma alternativa, que é a prestação de serviços comunitários. Isso porque eles são réus primários e o tempo de pena foi inferior a quatro anos. Além disso, os três também foram condenados a pagar uma indenização de R$ 500 mil a cada uma das empresas com funcionários que apresentaram atestado médico dessa clínica. Confira abaixo a reportagem completa do Fantástico de junho de 2019: Fantástico revela como clínica de São Paulo fraudava atestados médicos Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí Initial plugin text VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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